A diástase dos retos abdominais pode ser tratada de duas formas: com fisioterapia especializada ou com cirurgia. A escolha entre elas não é uma questão de preferência — é uma decisão clínica baseada em critérios objetivos.
Quando a fisioterapia é suficiente
O tratamento conservador é a primeira linha de abordagem para a maioria dos casos. Ele é particularmente eficaz quando a diástase é de grau leve a moderado, não há hérnia associada, o impacto funcional é limitado e há boa adesão ao programa de reeducação muscular.
Quando a cirurgia é indicada
A correção cirúrgica pode ser considerada nas seguintes situações:
- Diástase extensa com impacto funcional significativo (dor lombar, instabilidade, incontinência)
- Presença de hérnia abdominal associada
- Falha do tratamento conservador após período adequado
- Qualidade do tecido da linha alba comprometida
Como é feita a cirurgia
A técnica cirúrgica mais utilizada é a plicatura da linha alba, com ou sem tela de reforço. Em casos selecionados, a abordagem minimamente invasiva — incluindo a via robótica — permite a reconstrução da linha média com pequenas incisões. A escolha da técnica depende do quadro clínico de cada paciente.
A decisão é sempre individualizada
Nenhum protocolo substitui a avaliação clínica detalhada. Se você tem sintomas que comprometem sua qualidade de vida e o tratamento conservador não foi suficiente, uma consulta com cirurgião especializado em parede abdominal é o próximo passo adequado.
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